
Aula 4 - 15/02/07 (Quinta-feira)
Hoje experimentamos os métodos científicos de pesquisa. O objeto da pesquisa foi as publicações da revista VEJA. Analizamos se a revista é racista, através da contagem de fotos em reportagens e publicidades, de negros e brancos. O resultado foi estarrecedor. Não chega a 5% a participação dos negros na revista.
Os nossos governantes e a sociedade pregam que vivemos num país democrático. Mas, após realizar essa pesquisa constatamos a verdade. O racismo existe numa das revistas mais lidas de todo Brasil. Se observar-mos outros segmentos da sociedade e das instituições vamos constatar todos os tipos de preconceitos. Costumo dizer que vivemos uma "DEMÔNIOCRACIA". Coloquei essa capa da veja pra debater isso. A IMPUNIDADE leva bandidos a praticar CRUELDADES MEDIEVAIS, como arrastar o corpo de uma criança por 10km, queimar ônibus e carros com famílias dentro. Pois sabem que o nosso sistema Judiciário é INEFICÁZ, RETRÓGRADO E EXTREMAMENTE ÓCIO. Nosso povo precisa de EDUCAÇÃO (URGENTE), JUSTIÇA SOCIAL e APRENDER A VOTAR.
O racismo não existe só no Brazil, vejam essa matéria do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA:
DISCRIMINAÇÃOPrograma de jornalismo processado por racismo
Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 19/2/2007
Após um processo aberto por uma estudante branca que foi rejeitada em uma faculdade americana, raça não será mais um critério para ingresso em alguns cursos de jornalismo nos EUA. A iniciativa parte de um acordo entre a instituição Center for Individual Rights e o Dow Jones News Fund, programa de estágios e bolsas a estudantes de jornalismo.
O Center for Individual Rights abriu uma ação no ano passado em nome de Emily Smith, de 16 anos, que alega ter sido inicialmente aceita em um workshop na Universidade Virginia Commonwealth (VCU, sigla em inglês), para ser rejeitada quando os patrocinadores do programa tomaram conhecimento de que ela era branca.
O acordo prevê que a VCU e a Dow Jones selecionem alunos "sem considerar raça". Os programas também concordaram em afirmar publicamente que não oferecerão tratamento preferencial ou discriminatório "com base em critérios como raça ou etnia".
A VCU concordou em pagar US$ 25 mil a Emily e matriculá-la no próximo programa. "Estamos muito felizes com a decisão", afirmou a mãe da estudante. Terence Pell, presidente da Center for Individual Rights, afirmou que a decisão foi baseada em uma lei que estabelece que as universidades não podem executar programas que excluem membros de qualquer etnia ou raça.
Sem discriminação
Desde 1984, a VCU oferece um curso de duas semanas no qual alunos produzem um jornal. O programa é destinado a encorajar minorias a seguir a carreira jornalística. Pamela D. Lepley, porta-voz da VCU, afirma que o programa não mudará de foco. "O programa continuará, usando critérios que não levem em consideração raça para a seleção de alunos", ressalta Ray Kozakewicz, porta-voz do Media General Inc., um dos patrocinadores do projeto. "O acordo é consistente com a prática do Dow Jones Newspaper Fund de encorajar jovens de todas as raças, culturas e habilidades físicas a ser jornalistas de sucesso", afirmou a Dow Jones em declaração. Informações de Steve Szkotak [Associated Press, 14/2/07]. Nesse caso, não houve IMPUNIDADE, pois foi nos EUA. A jovem foi indenizada e a instituição obrigada a mudar seus critérios de seleção. Porque isso não pode ocorrer aqui no Brasil? Não protestamos. Apenas lamentamos. Até quando?
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